Austr�lia amplia taxa sobre big techs que n�o pagarem por conte�do de imprensa local

Austr�lia amplia taxa sobre big techs que n�o pagarem por conte�do de imprensa local

O governo da Austrália vai ampliar o alcance e aumentar as taxas cobradas das big techs para incentivá-las a negociar com a imprensa local. Segundo nota oficial, um projeto de lei sobre o novo modelo de negociação de conteúdos jornalísticos será apresentado ainda este ano. A medida prevê a cobrança de impostos sobre as plataformas digitais que se recusarem a fechar acordos comerciais com os veículos de comunicação do país. As empresas que celebrarem as parcerias, no entanto, poderão ter a taxa reduzida ou até mesmo zerada. Em 2024, quando anunciou essa iniciativa, o governo afirmou que previa que a lei se aplicaria à Meta, ao Google e ao TikTok. Agora, a medida foi ampliada para abranger plataformas de networking profissional, segundo um documento analisado pela Bloomberg. O LinkedIn, da Microsoft, está entre as maiores plataformas desse tipo. "O jornalismo australiano é importante para uma democracia que funcione bem, e queremos que ele seja sustentável agora e no futuro", disse o secretário-adjunto do Tesouro, Daniel Mulino, em comunicado. "Queremos que as plataformas digitais fechem acordos com uma gama diversificada de organizações de mídia e demonstramos boa-fé tanto com as plataformas quanto com as empresas de mídia durante o processo de consulta." No projeto de lei a ser apresentado, qualquer plataforma digital que fature mais de 250 milhões de dólares australianos (R$ 892,5 milhões) em receita anual de publicidade digital proveniente de busca ou redes sociais na Austrália será cobrada em 2,5% dessas receitas, com o dinheiro destinado a ser pago a empresas de mídia para subsidiar seu trabalho. O projeto de lei preliminar divulgado em abril previa uma cobrança de 2,25% sobre empresas relevantes que tivessem 250 milhões de dólares australianos (R$ 892,5 milhões) em receita atribuível a qualquer tipo de negócio na Austrália.

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