Ataque com m�sseis bal�sticos russos deixa nove mortos em Kiev

Ataque com m�sseis bal�sticos russos deixa nove mortos em Kiev

Um novo ataque com mísseis balísticos contra Kiev deixou nove mortos, informaram neste sábado (1º) autoridades locais, em um momento em que o presidente americano Donald Trump hesita em autorizar a Ucrânia a fabricar sistemas Patriot para interceptá-los. A defesa contra esse tipo de projéteis, que são particularmente difíceis de neutralizar, é a "prioridade absoluta" para os dirigentes da capital ucraniana, enquanto a Rússia intensifica seus ataques. "Nove pessoas morreram na capital após o ataque inimigo", anunciou o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, que acrescentou que 28 ficaram feridas. "Foram registrados incêndios e danos em cinco distritos da capital", entre eles Solomianski, onde duas pessoas morreram e "um prédio residencial de cinco andares ficou parcialmente destruído e pegou fogo", indicaram os serviços de emergência ucranianos no Telegram. Durante o ataque, um jornalista da AFP ouviu várias séries de explosões que ativaram os alarmes dos veículos estacionados nas ruas. "Assim que o alarme soou, mal tive tempo de sair para o corredor, até a entrada do prédio, e tudo começou a tremer", contou à AFP Katerina Kravchenko, de 75 anos, moradora da capital. Oksana, outra moradora de Kiev, contou que ouviu "explosões realmente aterrorizantes". "Depois, os vidros começaram a cair como chuva, as pessoas começaram a sair e as explosões continuavam", afirmou. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Do lado russo, o Ministério da Defesa garantiu que os ataques "de alta precisão" contra Kiev e sua região tinham como alvo "empresas do complexo militar-industrial e centros logísticos na Ucrânia". Na noite anterior, oito pessoas perderam a vida, entre elas seis membros de uma mesma família, perto da cidade central de Krivói Rog. Outras duas morreram em bombardeios em Kiev e Poltava. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou que, segundo informações preliminares, um dos mísseis usados era de fabricação norte-coreana. "A Ucrânia precisa urgentemente de sistemas adicionais de defesa antiaérea e antimísseis, assim como mísseis interceptadores. A rapidez na tomada de decisões e nas entregas é crucial", escreveu neste sábado no X o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga. Trump, que no início de julho havia expressado sua disposição em autorizar a Ucrânia a produzir sistemas de defesa Patriot para combater os ataques com projéteis balísticos russos, voltou a relativizar essa possibilidade na sexta-feira (31). Zelenski "gostaria de ter sistemas Patriot e gostaria de ter (mísseis) Tomahawk", explicou o magnata republicano durante uma reunião de seu gabinete aberta à imprensa na sexta-feira. "Essas armas são incríveis. Devemos ter muito cuidado antes de permitir que alguém as produza", advertiu, e garantiu: "Não demos nosso aval. Estamos discutindo". O mandatário havia dito na quinta-feira (30) ao jornal Financial Times que não estava "seguro" de dar sinal verde a Kiev para a produção desses interceptadores, os únicos capazes de derrubar os mísseis balísticos russos. Mas em um momento em que Moscou intensifica seus ataques, a Ucrânia precisa deles urgentemente. A escassez se agravou desde a guerra que Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irã no final de fevereiro. Na quinta-feira, Varsóvia acusou Moscou de ser responsável pelo lançamento de um míssil que caiu na Polônia sem causar feridos, durante os ataques massivos contra a Ucrânia, enquanto a Otan prometeu "tomar todas as medidas necessárias para defender (seu) território". Por sua vez, a Ucrânia intensifica os ataques contra cidades russas distantes da fronteira, uma campanha que, segundo Kiev, tem como alvo infraestruturas, em particular as petrolíferas.

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