A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que reúne cerca de 2.700 entidades do setor nas 27 unidades da Federação, divulgou uma carta aberta aos candidatos pedindo que o Simples e o MEI recebam o mesmo tratamento concedido pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva ao Bolsa Família.Na semana passada, a 17 dias da eleição, Lula reajustou o Bolsa Família em 15%, referente à inflação desde 2023. "A atualização de benefícios e faixas de renda para preservar o poder de compra dos brasileiros é legítima. O mesmo princípio deve alcançar quem empreende, gera empregos, paga impostos e movimenta a economia", diz a carta, assinada pelo presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto Até as 15h30 desta terça-feira (22), havia 1.407 assinaturas de representantes de associações comerciais pelo Brasil em apoio ao documento. A principal queixa do setor é o fato de os limites do Simples Nacional e do MEI (Microempreendedor Individual) estarem sem atualização inflacionária desde 2018. A CACB propõe que o teto do MEI suba de R$ 81 mil para R$ 144,9 mil, o da microempresa de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil e o da empresa de pequeno porte de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões. "Corrigir o Simples Nacional não é conceder privilégio. É corrigir uma defasagem", diz a carta de Cotait. Segundo a entidade, a atualização dos limites tem potencial para gerar mais de 869 mil empregos e movimentar R$ 81,2 bilhões na economia. "Ainda assim, milhões de empreendedores continuam esperando que a inflação também seja reconhecida quando o assunto é o Simples Nacional e o MEI", diz a carta. A entidade pede que seja criado em lei um mecanismo de correção periódico. "O Brasil precisa estabelecer uma regra permanente de atualização", afirma.O governo Lula enviou ao Congresso Nacional um projeto para reajustar o limite de faturamento anual do MEI para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. A CACB também menciona a reforma tributária, que deve entrar em vigor em 2027, dizendo que é preciso garantir que micro e pequenas empresas tenham tratamento diferenciado na criação do CBS e do IBS, novos impostos que substituirão uma parte dos atuais. A carta afirma ainda que os pequenos negócios representam 95% das empresas ativas do país, respondendo por 26,5% do PIB e 80% das vagas de trabalho geradas em 2025. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Associa��es comerciais pedem reajuste do Simples e do MEI ap�s corre��o dada ao Bolsa Fam�lia
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