Foram expostas à exaustão as festas e farofas de Daniel Vorcaro. No meio desses ágapes, degustavam-se uísques e charutos. Só? Mensagens já conhecidas apontam para a existência de uma traficância de favores sexuais semelhante, em ponto menor, ao do americano Jeffrey Epstein. Vorcaro era servido pelo promotor de eventos, Diogo Batista, conhecido como "o concierge dos VIPs". Em 2022, num passeio pela França, o banqueiro gastou R$ 11,2 milhões. Meses depois, o banqueiro patrocinou uma festa indígena na praia de Trancoso, enfeitada por convidadas estrangeiras, inclusive russas e ucranianas. No ano seguinte, o Master foi um dos patrocinadores da equipe de Fórmula 1 da Aston Martin e da sua festa para 190 convidados e consumo de 180 garrafas de bebidas. Novamente, foram trazidas convidadas do Leste Europeu. Em 2024, Vorcaro desentendeu-se com Diogo Batista e foi parcialmente substituído por Karolina Trainotti. Vorcaro também foi assessorado por Stheve Lopes, sócio de Batista. As repórteres Joana Cunha e Júlia Moura mostraram que ele recrutava convidadas e submetia fotografias a Vorcaro, que as avaliava nas categorias "wow", "loirinha top" ou de "+ -". Em junho de 2024, Lopes ajudou Vorcaro com eventos simultâneos à 12ª edição do Fórum Jurídico de Lisboa, conhecido como Gilmarpalooza. O roteiro que Vorcaro bancou em Portugal ficou em US$ 1,6 milhão (mais de R$ 8,1 milhões na cotação de hoje). Em agosto de 2025, Vorcaro e sua ex-noiva, Martha Graeff, trataram das festas e ela reclamou porque Vorcaro mantinha contato na rede social com mulheres que ela considerava "putas". "Fazia parte do meu 'business'. Nunca te escondi o que fiz e por que fiz. Fiz festa com 300 desse tipo", respondeu o ex-banqueiro nas mensagens extraídas de seu celular pela PF. Falta saber qual era o "business" dos convidados de Vorcaro. Promessas amazônicas Lula entra na reta final da campanha azucrinado por más notícias. Há algo de desigual nessa má sorte. Afinal, noves fora as traficâncias de alguns ministros do Supremo, que são encrencas pessoais, nada há no seu passivo que se compare ao ervanário que circulou em torno do filme "Dark Horse", uma biografia apologética de Jair Bolsonaro. Habituada ao salto, sua equipe achou razoável criar quatro unidades de preservação ambiental no Amazonas. Tudo bem, mas cadê a Autoridade Ambiental, prometida durante a campanha eleitoral? Em janeiro de 2023, a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, prometeu: "Até março deste ano, será formalizada a criação da Autoridade Nacional de Segurança Climática, no âmbito do Ministério do Meio Ambiente, além da criação de um conselho sobre mudança do clima, a ser comandado pelo próprio presidente da República, e com a participação de todos os ministérios que estão agora nesta Esplanada, da sociedade civil, dos estados e municípios". Veio março e nada. Em setembro de 2024, em Manaus, Lula prometeu a criação da Autoridade Climática. Nada, nem explicação. Mulheres no STF Com o Supremo atolado na crise, importa registrar que, em 218 anos de existência, o Supremo Tribunal Federal só teve três mulheres: Ellen Gracie, nomeada em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, Cármen Lúcia, nomeada por Lula 1.0, e Rosa Weber, nomeada por Dilma Rousseff. Nenhuma das três envolveu-se em farofas ou episódios nebulosos. El Presidente Se um candidato a presidente latino-americano oferecesse US$ 5.000 (cerca de R$ 25.100) a cada adulto caso o seu partido vença a eleição, a promessa seria associada à irresponsabilidade fiscal dos latinos. Pelo andar da carruagem, Trump poderá perder a maioria na Câmara. Até aí nada de novo, porque, em geral, os presidentes perdem as eleições do meio do mandato. A novidade é a promessa. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
As camas do Master
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