Ap�s mais amea�as de Trump, presidente do Ir� diz que n�o quer ampliar guerra

Ap�s mais amea�as de Trump, presidente do Ir� diz que n�o quer ampliar guerra

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira (4) que o país defenderá seu território, mas não pretende ampliar a guerra no Oriente Médio, em meio à disputa de versões entre Teerã e Washington sobre as negociações entre os dois países. Segundo a mídia estatal iraniana, Pezeshkian disse que a República Islâmica não busca a expansão do conflito com os Estados Unidos. Na segunda-feira (3), o presidente Donald Trump disse que quer dar ao Irã "todas as últimas chances antes da decapitação" e acusou a liderança do país de agir de forma contraditória ao pedir reuniões para, em seguida, negar publicamente qualquer diálogo com Washington. Horas depois, o republicano reiterou que as negociações "estão ocorrendo" e afirmou que esta é "a última chance" para que Teerã assine um acordo. O país persa vem rejeitando publicamente qualquer conversa com Washington desde que um memorando de entendimento firmado em junho, destinado a encerrar o conflito, fracassou, com a retomada das ofensivas no mês passado. Trump também afirmou que o bloqueio ao estreito de Hormuz será mantido até que haja um acordo ou a "rendição total" da República Islâmica. No domingo (2), ele havia dito que havia decidido suspender novos ataques contra o país pois uma nova rodada de negociações começaria na segunda-feira. O regime persa afirmou ainda na segunda que conversa com com Omã sobre a gestão do estreito de Hormuz. Segundo um funcionário de alto escalão do regime iraniano ouvido pela Reuters, Teerã negocia um plano temporário para reabrir a via marítima que manteria sob supervisão iraniana o tráfego de navios. Pela proposta em discussão, o Irã controlaria as embarcações que entram no estreito e teria acesso às informações sobre os navios que deixam a região, com poder para intervir se considerar necessário. As autorizações de saída seriam emitidas por Omã, após notificação às autoridades iranianas. Segundo o funcionário iraniano, é improvável que o Irã recue dessa posição. Teerã já teria flexibilizado sua exigência inicial de controlar o tráfego nos dois sentidos da via marítima. Ainda assim, o regime rejeitou, no mês passado, uma proposta de Omã que previa a divisão igual das rotas de navegação entre os dois países pois, segundo o regime, não atendia às preocupações de segurança enquanto não houver estabilidade regional de longo prazo. O controle sobre o estreito tornou-se um dos principais impasses nas negociações para encerrar a guerra. Os Estados Unidos afirmam que o memorando firmado com o Irã em junho previa a reabertura do estreito, enquanto Teerã sustenta que o texto preserva sua autoridade sobre o tráfego marítimo na região. Antes da guerra, a navegação pelo estreito ocorria normalmente.

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