O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, vai renunciar ao seu cargo, após a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, confirmou seu porta-voz à agência AFP, nesta quarta-feira (4). Johnson, republicano de maior hierarquia nos EUA depois do presidente Donald Trump e do vice-presidente J. D. Vance, é o segundo na linha de sucessão presidencial. Questionado sobre a veracidade das informações de que Johnson deixaria o cargo, seu porta-voz respondeu à agência com um email de uma única palavra: "Correto". O republicano da Louisiana comunicou sua decisão à equipe na manhã desta quarta (4), um dia após os democratas conquistarem o controle das duas Casas do Congresso. Trump disse hoje que Johnson foi "fantástico" como presidente da Câmara. Aos 54 anos, Johnson lidera a Câmara desde outubro de 2023, quando surgiu como candidato de consenso após semanas de disputas internas entre os republicanos, depois da destituição de seu antecessor, Kevin McCarthy. Sua decisão de não disputar a liderança da futura minoria abre caminho para uma disputa entre o atual líder da maioria republicana, Steve Scalise, também deputado pela Louisiana, e o presidente da Comissão de Justiça, Jim Jordan, ultraconservador de Ohio considerado próximo de Trump. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo O presidente americano informou que não vai intervir na escolha interna dos deputados republicanos, que deve acontecer na próxima terça (10). Johnson foi reeleito para sua cadeira na Louisiana, e sua decisão não implica sua saída imediata da Presidência da Câmara nem sua saída do Congresso. A partir de 3 de janeiro, a oposição passará a controlar ambas as Casas do Legislativo americano com uma confortável maioria e uma clara guinada à esquerda, com vários socialistas em suas fileiras. Os democratas conquistaram pelo menos sete assentos no Senado, onde contarão com ao menos 54 senadores, de um total de 100. Ainda restam duas vagas em disputa, no Mississippi e no Alasca. Na Câmara, os democratas poderão ultrapassar os 250 assentos (de um total de 435), segundo uma projeção do The New York Times. Antes da posse do novo Congresso, Trump pode tentar garantir alguma vitória legislativa, aproveitando a pequena vantagem que ainda detém. Mas a bancada republicana teria que concordar com a movimentação. A partir de janeiro, as comissões de investigação dominadas pelos democratas deverão começar a vasculhar as finanças pessoais de Trump e exigir explicações do secretário de Defesa sobre a guerra no Irã e os ataques contra supostas embarcações do narcotráfico no Caribe e no Pacífico.
Ap�s derrota dos republicanos, presidente da C�mara dos EUA n�o quer mais o cargo
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