As exportações brasileiras para a União Europeia somaram US$ 44,2 bilhões entre janeiro e setembro deste ano, uma alta de 20% ante 2025. Em valores, o crescimento representou US$ 7,4 bilhões a mais, dos quais US$ 6,4 bilhões foram registrados entre maio e setembro, ou seja, após o acordo do Mercosul com o bloco comercial entrar em vigor. Os dados foram apresentados pela Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) nesta quinta-feira (5) durante o evento European Day, promovido pelo portal Europa Brasil, que abordou as relações comerciais do Brasil com a Europa. Marcia Nejaim Galvão de Almeida, diretora de negócios da agência, afirmou que mesmo sem considerar-se as commodities, as vendas do Brasil para a UE avançaram 13% nos primeiros nove meses do ano. "O acordo não beneficiou apenas o agro, mas também a indústria. Acreditamos que há espaço para todos os tipos de produto. Ainda estamos no início do acordo, mas há espaço para diversificação para pequenas, médias e grandes empresas", disse. Ela ponderou que a Europa ainda representa apenas 14% da balança comercial brasileira, contra 30% da China, principal parceiro. "Isso mostra que há espaço para ampliar as vendas. Estamos começando agora a jogar esse jogo", avaliou. Sergio Quiroga, presidente da Eurocâmaras, que representa a comunidade empresarial europeia no Brasil, afirmou que a alta das importações de produtos europeus não foi expressiva como as exportações, já que muitas empresas do bloco já estão instaladas no país. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. "Ainda tivemos pouco resultado de produtos vindos da Europa para cá, seria interessante que viesse mais, já que o Brasil representa uma grande oportunidade para as empresas europeias", disse. Segundo ele, o acordo entre Mercosul e União Europeia foi possível graças à política comercial americana, com a imposição de tarifas ao mundo desde o ano passado. "A imprevisibilidade dos Estados Unidos gerou a União Europeia", disse. O evento ainda abordou as dificuldades de empresas brasileiras em exportarem para a União Europeia devido ao elevado número de exigências para a entrada de produtos. "As exigências europeias são reconhecidamente complicadas, e é necessário estar atento para cumpri-las", disse o diplomata Fernando de Mello Barreto, que participou de negociações do acordo entre Mercosul e UE. Barreto afirmou que soube de casos em que a mercadoria foi exportada para compradores da UE, mas ficou presa na alfândega por não cumprir especificações. "As empresas precisam se preparar muito bem antes de exportar."
Ap�s acordo com Mercosul, vendas do Brasil para a Uni�o Europeia subiram US$ 6,4 bi, diz Apex
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