Apex Partners pede recupera��o judicial ap�s suposta fraude de ex-presidente

Apex Partners pede recupera��o judicial ap�s suposta fraude de ex-presidente

São Paulo A Apex Partners disse que submeteu à Justiça na segunda-feira (14) pedido de recuperação judicial, após uma crise se instalar na assessoria de investimentos capixaba credenciada junto ao BTG Pactual. A empresa busca restruturar cerca de R$ 1 bilhão em dívidas. Procurado, o banco não comentou. "A medida tem como objetivo criar as condições necessárias para uma reestruturação organizada da Companhia, com a preservação de seus ativos e a proteção dos interesses dos investidores e credores", disse a companhia em nota. Ainda segundo a Apex, o grupo segue operando de forma a garantir a continuidade das atividades, preservando os projetos dos quais participa. Painel com flutuações do mercado. - Carla Carniel - 5.ago.24/Reuters A defesa da Apex lista obrigações financeiras com bancos e clientes que somavam R$ 985,6 milhões em junho. A maior parte (R$ 452 milhões) diz respeito a debêntures emitidas por intermédio da Rhino Securitizadora, algumas das quais com vencimentos nas próximas semanas. Em nota, o Instituto Empresa disse que está articulando investidores que tenham debêntures emitidas em operações relacionadas à Apex e que solicitou documentação para esclarecer a estrutura e as garantias dos títulos. Fundada em 2013, a empresa diz ter R$ 19 bilhões sob supervisão. Além de gestão de recursos, a Apex atua como casa de análise, banco de investimento e consultoria no Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e em Portugal. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.O pedido de recuperação judicial deriva de uma medida cautelar concedida em 7 de agosto, após a empresa afastar o sócio-fundador e ex-presidente Fernando Cinelli e processá-lo na Justiça por suspeita de fraude, pedindo bloqueio de seus bens. "Importante esclarecer que os valores mencionados na referida ação não representam obrigações vencidas, nem obrigações imediatas, mas sim de longo prazo. O impacto da inconsistência financeira identificada em apuração interna ainda será validado em auditoria externa", disse a empresa quando protocolou a cautelar. A Apex disse ter identificado transferências da conta da empresa para a conta pessoal de Cineli, somando R$ 5,9 milhões. Outra questão levantada pela assessoria financeira é que Cinelli teria tomado a decisão de investir na CVC via fundos da Apex, o que acabou gerando prejuízos à empresa. Nesse meio tempo, Cinelli virou conselheiro da empresa de turismo, cargo ao qual renunciou quando foi afastado da Apex. Na Justiça, a defesa do executivo refuta as acusações, diz que não há provas de ilicitude e que Cinelli teria feito transferências em favor da Apex, o que seria um fluco "incompatível com intenção de desvio". Em meio à crise, o BTG tentou encerrar a parceria com a Apex, mas decisão judicial obrigou o banco a manter o contrato com o agente autônomo, pois seu fim inviabilizaria a reorganização financeira da empresa.

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