Anvisa autoriza importa��o de rem�dio experimental para tratar Lito Sousa

Anvisa autoriza importa��o de rem�dio experimental para tratar Lito Sousa

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta sexta-feira (4) a importação e a utilização, em caráter excepcional, de um medicamento experimental para o tratamento do influenciador Lito Sousa, que recentemente recebeu diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara e sem cura. Chamada ALN-6457 (siRNA conjugado a C16 dirigido à proteína priônica), a substância autorizada pela Anvisa foi desenvolvida pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals. O composto ainda está em estágio prévio ao desenvolvimento clínico, sem estudos formalmente iniciados em seres humanos para DCJ. Lito será a primeira pessoa a recebê-lo. O pedido foi feito pelo Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pelo tratamento do influenciador. A unidade solicitou a autorização excepcional para uso individual, por meio de importação por pessoa física, já que Lito foi aceito em um programa de uso compassivo mantido pela farmacêutica no exterior. Segundo a Anvisa, esse tipo de autorização costuma ser usado em casos de produtos sem registro ou estudo no Brasil. "A avaliação considerou que se trata de uma enfermidade neurodegenerativa com evolução rápida, letal e irreversível. Além disso, a autorização em caráter excepcional foi adotada diante da ausência de patrocinador ou representante responsável no Brasil", diz a Anvisa, em nota. Com a liberação, a importação do medicamento ficará a cargo da equipe médica que acompanha o paciente. Não foram divulgados detalhes sobre como o tratamento será conduzido. Em publicação nas redes sociais após a confirmação do aval da Anvisa, a esposa de Lito, a empresária Mila Seidl, disse que a expectativa é que o medicamento chegue ao Brasil entre sete e nove dias. O diagnóstico de Lito foi revelado em 21 de agosto por Mila Seidl, após semanas de investigação neurológica em São Paulo. A DCJ é causada pelo acúmulo anormal de proteínas príon no cérebro, destruindo neurônios. Não existe, até hoje, tratamento capaz de reverter ou interromper sua evolução, e o protocolo médico usual recomenda o encaminhamento do paciente aos cuidados paliativos logo após a confirmação do diagnóstico. Após a alta hospitalar, Lito Sousa passou a receber cuidados em regime domiciliar. Em vídeo publicado nas redes sociais, Lito pediu, em inglês, para ser incluído em algum estudo experimental sobre a doença e citou instituições como Ionis Pharmaceuticals, Broad Institute, Harvard e Mayo Clinic. O Ministério da Saúde também pediu formalmente sua inclusão em um estudo experimental nos Estados Unidos. Em vídeo divulgado nesta sexta-feira, Lito falou sobre a chance de escapar da doença. "Olha só a diferença entre aquele vídeo que fiz quando tive o diagnóstico para como estou hoje. Naquele dia, eu tinha 0% de chance de escapar dessa doença. E hoje eu já tenho 0,1% de chance", diz o influenciador. Sem dar mais detalhes, eles afirma esperar a chegada do medicamento. "Eu quero primeiro que o remédio chegue na minha mão. Aí eu vou aproveitar e vou explicar tudo para vocês. Serão boas notícias." No vídeo ele ainda diz estar longe de seu "ideal", mas que mantém boa cognição. "Continuo com inflamação no cérebro, mas felizmente a minha cognição não foi afetada. E tudo que eu lembrava do passado, eu continuo lembrando."

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