Aliados de Fl�vio Bolsonaro vencem em 10 estados, e aliados de Lula, em 5

Aliados de Fl�vio Bolsonaro vencem em 10 estados, e aliados de Lula, em 5

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) venceram as eleições para governador no primeiro turno em 10 estados, número que pode chegar a 11 caso seja confirmada a vitória de Douglas Ruas no Rio de Janeiro –o resultado depende do julgamento de um recurso. Já os aliados do presidente Lula (PT), que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Flávio, saíram vitoriosos em cinco estados na primeira etapa da eleição. Outros quatro governadores eleitos se declararam neutros em relação à eleição presidencial. Em Goiás foi reeleito o governador Daniel Vilela (MDB), aliado de Ronaldo Caiado (União Brasil), que deve apoiar Flávio no segundo turno. Dentre os candidatos que vão disputar o segundo turno, seis apoiam Flávio Bolsonaro em cinco unidades da federação –no Acre, os dois candidatos são bolsonaristas. Três candidatos são aliados de Lula e outros três ficaram neutros no primeiro turno. Entre os aliados de Flávio já eleitos estão governadores que comandam grandes colégios eleitorais, caso de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, Cleitinho (Republicanos), em Minas Gerais, Luciano Zucco (PL), no Rio Grande do Sul, e Sergio Moro (PL), no Paraná. Também foram eleitos já no primeiro turno Otaviano Pivetta (Republicanos), em Mato Grosso, Eduardo Riedel (PP), em Mato Grosso do Sul, Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, Dr. Daniel (Podemos), no Pará, Arthur Henrique (PL), em Roraima, e Marcos Rogério (PL), em Rondônia. Dentre os aliados de Flávio, disputam o segundo turno Celina Leão (PP-DF), Maria do Carmo Seffair (PL-AM), Vicentinho (PSDB-TO), Lorenzo Pazolini (Republicanos-ES), Mailza Assis (PP-AC) e Alan Rick (Republicanos-AC). No campo da esquerda, três governadores petistas se reelegeram no primeiro turno: Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; e Rafael Fonteles (PT), no Piauí. Aliados de Lula também venceram na Paraíba, com Lucas Ribeiro (PP), e em Sergipe, com Fábio Mitidieri (PSD). Ambos são governadores que disputaram a reeleição. Dentre os aliados do presidente, disputam o segundo turno Cadu de Lula (PT), no Rio Grande do Norte, Leandro Grass (PT), no Distrito Federal, e Omar Aziz (PSD), no Amazonas. Outros aliados do presidente enfrentaram reveses nos estados. Apoiado pelo PT no Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) não conseguiu prevalecer nas urnas e ficou atrás do adversário Douglas Ruas (PL). Ele pode disputar o segundo turno caso sejam contabilizados os votos de Anthony Garotinho (Republicanos). Os aliados de Lula no MDB foram derrotados ainda no primeiro turno: Renan Filho foi superado pelo ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas, o JHC, do PSDB. No Pará, a governadora Hana Ghassan foi derrotada por Dr. Daniel, aliado de Flávio. Os candidatos dos demais partidos de esquerda também decepcionaram nas urnas. No Paraná e no Rio Grande do Sul, Requião Filho e Juliana Brizola, ambos do PDT, perderam ainda no primeiro turno. João Campos (PSB) foi derrotado em Pernambuco. Em estados como Pernambuco, Maranhão, Alagoas e Amapá, venceram candidatos que se declararam neutros em relação à disputa presidencial. A estratégia foi adotada pela maioria dos candidatos a governador de estados do Nordeste que estão localmente na oposição ao PT. O principal exemplo é o da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que passou a campanha driblando perguntas sobre a eleição nacional afirmando ser "pernambuquista". Também adotou uma linha de neutralidade o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), eleito governador do Maranhão, e Dr. Furlan, eleito no Amapá, e JHC, novo governador de Alagoas. Este último já foi filiado ao PL e tem boa relação com a família Bolsonaro. Dentre os candidatos neutros, disputam o segundo turno Professora Dorinha (União Brasil), no Tocantins, Allyson Bezerra (União Brasil), no Rio Grande do Norte, e Ricardo Ferraço (MDB), no Espírito Santo. Outros nomes que adotaram estratégia de neutralidade foram derrotados, caso de Ciro Gomes (PSDB), no Ceará. A despeito da aliança com o PL, ele não apoiou nenhum presidenciável e disse que teve rusgas tanto com Lula quanto Jair Bolsonaro (PL) nas últimas duas eleições presidenciais. Na Bahia, ACM Neto (União Brasil) foi derrotado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). O ex-prefeito de Salvador declarou apoio a Ronaldo Caiado, mas fez uma campanha sem pedidos de voto para o aliado. Neste domingo (4), ele afirmou que o União Brasil deve se reunir nesta semana para decidir qual posicionamento vai adotar no segundo turno.

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