Aliada de Fl�vio, Tereza Cristina fala em fiscalizar governo na oposi��o e n�o cita questionamento � elei��o

Aliada de Fl�vio, Tereza Cristina fala em fiscalizar governo na oposi��o e n�o cita questionamento � elei��o

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) exaltou nesta segunda-feira (26) a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e a eleição de governadores, deputados e senadores de direita para seguir como oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Nós precisamos continuar mobilizados para cobrar tudo que desejamos! A voz de vocês não será calada. Vocês venceram ao escolher a maioria dos governadores de direita e também uma forte bancada de direita na Câmara e no Senado. Nós estaremos lá para fiscalizar esse governo e lutar pelo país que queremos", disse a senadora em publicação no X. Na postagem, Tereza Cristina não mencionou nenhum questionamento ao resultado das urnas. No domingo (25), Lula derrotou Flávio e foi eleito presidente da República pela quarta vez. A senadora elogiou a campanha do filho mais velho de Jair Bolsonaro e fez um convite para que apoiadores e aliados não desanimem e sigam em frente "de cabeça erguida". Tereza Cristina foi ministra da Agricultura do governo Bolsonaro e eleita senadora em 2022. Antes do início oficial da campanha de Flávio em 2026, ela chegou a ser cotada pelo PL para se lançar a vice na chapa do senador à Presidência. Além dela, outra aliada do clã Bolsonaro também se manifestou na rede social. Daniella Marques, coordenadora econômica da equipe de Flávio, fez publicação em que diz ter se doado "de corpo e alma" por acreditar na mudança do Brasil. Embora não tenha contestado diretamente o resultado, a economista disse esperar que perguntas que surgiram ao longo das eleições sejam respondidas. "O Brasil merece transparência, respeito e confiança nas instituições", destacou. Daniella também teve participação no governo Bolsonaro, quando foi nomeada presidente da Caixa Econômica. Na campanha de Flávio, ela teve participação constante nas lives semanais do senador, deu entrevistas sobre as propostas econômicas de um eventual governo e também chegou a ser cotada como vice. Após o resultado das eleições, apoiadores e alguns dos aliados de Flávio contestaram o pleito, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O argumento utilizado pelos bolsonaristas é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que prorrogou a votação por mais duas horas a pedido da campanha de Lula. A equipe petista fez o pedido porque vários estados tiveram dificuldades com o transporte público no horário das eleições. Em Salvador (BA), o Procon-BA encontrou 544 ônibus aptos a operar parados. Em São Paulo (SP), a frota de ônibus foi operada de forma reduzida. Depois da polêmica, o próprio presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, reconheceu as dificuldades com o transporte durante o pleito. Depois do pedido de Lula, a própria campanha de Flávio também acionou o TSE pedindo para que a votação fosse prorrogada em alguns estados.

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