Ala�de Costa e Patrick Angello celebram Dalva de Oliveira no Teatro Rival, no Rio

Ala�de Costa e Patrick Angello celebram Dalva de Oliveira no Teatro Rival, no Rio

O dito popular "quem é do Méier não bobeia" descreve, de forma jocosa, a esperteza de quem nasce no bairro. Coração cultural e afetivo da zona norte do Rio de Janeiro, a região carrega uma tradição melódica enraizada em quintais e praças. Historicamente ligado ao surgimento do samba e do choro, o local serviu de berço para instrumentistas como o violonista Patrick Angello e a cantora Alaíde Costa, nascida ali há 90 anos. É assim, sem bobear, que os dois artistas fluminenses sobem ao palco do Teatro Rival Petrobras, no centro do Rio, nesta terça-feira (22), para apresentar o espetáculo "Uma Estrela Para Dalva". A apresentação lança um olhar contemporâneo sobre o legado de Dalva de Oliveira (1917-1972), uma das principais vozes da era do rádio. À coluna, Angello antecipou detalhes do show, que já passou por São Paulo, Recife, Maceió, Penedo, João Pessoa e Natal. Radicado na capital paulista há um ano e meio, o violonista diz que tem consolidado sua carreira na cena de música instrumental local, onde vivencia "muita coisa legal relacionada à arte". O repertório do espetáculo traz sucessos como "Segredo", de Herivelto Martins e Marino Pinto, "Bandeira Branca", de Max Nunes e Laércio Alves, "Fim de Comédia", de Ataulfo Alves e "Há um Deus", de Lupicínio Rodrigues, todos com arranjos assinados por Angello. Entre as faixas, o músico destaca que "Segredo" faz citações ao álbum "Pescador de Pérolas", de Raphael Rabello e Ney Matogrosso. "Em ‘Há um Deus’, música que Alaíde mais gosta de cantar, fiz um arranjo simples, mas com uma interação de palco bem singela. E em ‘Distância’, que é um bolero, ela chega a dançar. Pensei em algo na linha do Trio Los Panchos", diz o instrumentista. Para Angello, dividir o palco com a cantora é uma oportunidade de aprendizado constante. "Tocar ao lado da Alaíde é absorver a ancestralidade de uma veterana que já dividiu o palco com Baden Powell, Rosinha de Valença e Laurindo Almeida, entre outros mestres. Eu sempre aprendo uma melodia ou uma divisão diferente com ela, que dá uma verdadeira aula a cada apresentação." O espetáculo terá ainda as participações especiais de Eliana Pittman e Áurea Martins. "O público irá assistir a uma interação de ternura e cumplicidade, um diálogo profundo entre a alma e o coração", promete o violonista. O espetáculo é uma oportunidade rara de testemunhar o encontro de gerações que mantêm viva a memória da era de ouro do rádio, unindo o frescor dos arranjos contemporâneos de Patrick Angello à bagagem histórica de Alaíde Costa. Ao revisitar o repertório dramático e passional de Dalva de Oliveira sob a ótica de artistas que moldaram a bossa nova e a noite carioca, o show deixa de ser apenas uma homenagem nostálgica para se consolidar como um documento vivo e urgente da evolução da própria música popular brasileira. UMA ESTRELA PARA DALVA Com Alaíde Costa (voz) e Patrick Angello (violão e arranjos). Participações especiais de Eliana Pittman e Áurea Martins Quando Terça-feira (22), às 19h30 Onde Teatro Rival Petrobras, r. Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, Rio de Janeiro, tel. (21) 3197-4313 Quanto A partir de R$ 50. Ingressos pelo site Sympla LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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