Ala do MDB cobra apoio a Fl�vio Bolsonaro, mas Baleia Rossi resiste

Ala do MDB cobra apoio a Fl�vio Bolsonaro, mas Baleia Rossi resiste

Membros do MDB do Sul, Sudeste e Norte do país têm pressionado o presidente da sigla, Baleia Rossi, para que o partido declare apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), a exemplo do que já fizeram outros partidos, como União Brasil, PP e Republicanos. Baleia, por ora, resiste à tentativa. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que controla o maior orçamento público sob gestão do MDB, conversou com Baleia por telefone na terça-feira (6) para pressionar pelo apoio. Nas contas de Nunes, em pelo menos 15 das 27 unidades da Federação, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pará, os líderes regionais defendem que o partido faça a declaração. Mas a sigla também tem uma ala lulista que defende a neutralidade da legenda. Nunes organizou eventos para Flávio, mobilizou apoiadores e fez a estrutura partidária no estado trabalhar pela campanha do bolsonarista. Auxiliares dizem, sob reserva, que ele poderia participar de um eventual governo do filho de Jair Bolsonaro —o mandato do prefeito termina em 2028, e ele não pode tentar a reeleição. A pressão sobre Baleia vem também de aliados não filiados ao partido. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi outro que conversou com o emedebista por telefone nesta terça. Tarcísio é um aliado próximo da ala paulista do MDB. Além da parceria eleitoral que mantém com Nunes, participou das negociações que terminaram na filiação de seu vice, Felício Ramuth, à sigla, quando a relação com Gilberto Kassab (PSD) havia se deteriorado e Ramuth precisava de outro partido para concorrer à reeleição. No entorno de Baleia, contudo, a declaração de apoio a Flávio é vista como um movimento com poucos efeitos práticos. O gesto não tem impacto no tempo de TV, e os políticos que querem apoiá-lo o farão, individualmente, nos estados, sem a coordenação nacional. Desse modo, o cenário mais provável é que a legenda termine como o PSD. O ex-governador Ronaldo Caiado, derrotado por Flávio e pelo presidente Lula (PT) no primeiro turno, declarou apoio ao senador em um evento em Goiás com vários correligionários. Seu vice na chapa, Kassab, disse à Folha que o partido lançou nome próprio à Presidência para para se apresentar como alternativa ao bolsonarismo e liberou cada integrante para apoiar quem preferir. Além de PP, União e Republicanos, Flávio recebeu apoio formal do Novo e deve fechar, ainda nesta semana, com o Podemos.

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