Os trabalhadores da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), da Prefeitura de São Paulo, aprovaram a proposta de conciliação apresentada pelo TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) e pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), durante a mediação nesta quinta-feira (5). A proposta aprovada pela categoria prevê reajuste de 4,11%, correspondente ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de abril de 2026, aplicado aos salários, vale-alimentação, vale-refeição, PPR (Programa de Participação nos Resultados), entre outros benefícios, mantendo inalteradas as demais cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho. A manutenção das cláusulas do Acordo Coletivo da CET preserva o adicional de férias de 50%, duas folgas anuais, regras de ausência, condições do plano de assistência médica e odontológica e demais benefícios, como também o impedimento do teto de R$ 13.309,49 à indenização aos funcionários de carreira em casos específicos. Na manhã desta quinta, a direção da CET havia convocado o sindicato da categoria, o Sindviários, para uma reunião após anúncio da greve e informou que a JOF (Junta Orçamentária e Financeira), da prefeitura, havia autorizado a proposta conciliatória apresentada pelo TRT. "Foi uma negociação difícil. A proposta inicial da CET previa mudanças que poderiam retirar ou reduzir direitos históricos, direitos conquistados há mais de 30 anos. A mobilização dos trabalhadores foi fundamental para preservar essas conquistas e chegar a esse resultado", afirmou Michel Costa, presidente do Sindviários. "Infelizmente, a CET culpava sempre a JOF. Mas, no final, conseguimos conquistar com a união da categoria. Quero agradecer a toda a categoria pela confiança e pelo apoio", acrescentou. Conforme registrado na ata da reunião, os valores retroativos relativos ao Acordo Coletivo de Trabalho deverão ser pagos até dezembro de 2026.
Agentes da CET, em SP, suspendem greve programada ap�s chegarem a acordo com a prefeitura
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