A��es do BRB ser�o negociadas apenas em leil�o por falta de entrega de informa��es, diz B3

A��es do BRB ser�o negociadas apenas em leil�o por falta de entrega de informa��es, diz B3

A Bolsa de Valores brasileira informou que as ações do BRB (Banco de Brasília) serão negociadas apenas por meio de leilão durante os pregões, em razão de a instituição financeira não ter entregado suas informações financeiras. Em meio à crise do Banco Master, a instituição do Distrito Federal ainda não entregou o balanço referente ao terceiro trimestre de 2025. A mudança da B3 entrou em vigor no pregão desta segunda-feira (31). Assim, todas as ordens de compra e venda em relação ao papel do BRB serão registradas ao longo do dia, sem execução automática. Ao fim do pregão, elas serão computadas em um leilão que visa casar compradores e vendedores de acordo com um preço médio, que pode estar dentro ou não da ordem enviada pelo investidor. Assim, o negócio não é garantido."Ressalta-se que, para a retomada da negociação contínua dos valores mobiliários, a companhia deverá estar adimplente com a entrega de todas as suas informações periódicas", informou a B3. Leilões também são utilizados pela Bolsa quando há um volume fora do padrão por um papel ou baixíssima liquidez, de modo a evitar manipulações ou distorções nos preços dos ativos. Procurado, o BRB não comentou. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. O BRB enfrenta dificuldades desde que estourou o escândalo do Banco Master. A instituição do DF comprou R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito falsificadas do Banco de Daniel Vorcaro, o que deixou um buraco no caixa. Nos últimos meses, o banco vive uma corrida para cobrir o rombo bilionário deixado por essas operações. De acordo com o Banco Central, o montante necessário para a instituição cobrir as perdas decorrentes dos negócios poderia chegar a R$ 5 bilhões, em razão da baixa qualidade dos ativos. Segundo os últimos dados disponíveis, referentes ao terceiro trimestre de 2025, o banco tinha um patrimônio líquido de R$ 4,9 bilhões. A extensão real dos danos ainda é incerta, dado que diversos membros da gestão passada são investigados por possível participação na fraude. Para conceder um empréstimo ao banco, instituições requerem justamente informações financeiras atualizadas, o que o banco ainda não disponibilizou. A estatal deveria ter apresentado o balanço de 2025 no fim de março, mas o resultado ainda não foi publicado. Para avaliar a real condição do BRB, foi feita uma auditoria conduzida pelo escritório Machado Meyer Advogados, com suporte técnico da Kroll. A investigação foi concluída no início de abril e o relatório final foi remetida ara a Polícia Federal para a adoção de "eventuais medidas cabíveis".

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