A campanha de Roberto Requião (PDT) para deputado federal pelo Paraná virou alvo de uma denúncia eleitoral que mira adesivos com frases marcantes de sua trajetória política. Em despacho, o juiz Leo Henrique Furtado Araújo, da 174ª Zona Eleitoral de Curitiba, citou expressões como "Se é tumulto que querem, tumulto terão" e "Canalha! Canalha! Canalha!" A denúncia foi feita através da plataforma Pardal, que permite aos cidadãos comunicarem supostas irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral. No documento, o magistrado afirmou que não havia elementos suficientes para concluir pela ilicitude da propaganda e deu à candidatura dois dias para regularizar o material ou explicar seu contexto. A campanha afirma que os adesivos foram concebidos como uma retrospectiva da carreira de Requião e reúnem 13 frases de diferentes períodos de sua vida pública, sem atribuí-las a adversários ou pessoas da atual disputa. A justificativa apresentada à Justiça Eleitoral é que as peças devem ser interpretadas em conjunto e dentro dos episódios históricos aos quais as frases se referem. Entre elas está "Canalha! Canalha! Canalha!", expressão que Requião recuperou em discurso no Senado durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. Na ocasião, ele citou a frase atribuída a Tancredo Neves contra Auro de Moura Andrade, que havia declarado vaga a Presidência em 1964 enquanto João Goulart ainda estava no território brasileiro. Já "Pau, polícia e cacete" foi escolhida, segundo a campanha, por estar associada ao discurso de Requião sobre segurança pública. A candidatura diz ainda ter abreviado palavrões em algumas peças para evitar a reprodução literal de linguagem ofensiva. Roberto Requião foi governador do Paraná por três mandatos, prefeito de Curitiba, senador em duas ocasiões e deputado estadual. com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Adesivos com bord�es de Roberto Requi�o s�o denunciados � Justi�a
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