A �nica diferen�a entre Fl�vio e Lula � o tipo de degrada��o que ocorrer� no Brasil

A �nica diferen�a entre Fl�vio e Lula � o tipo de degrada��o que ocorrer� no Brasil

Quando você ler esta coluna, a eleição terá passado. A eleição foi um surto. A política sempre foi um lugar da psicopatia coletiva. Se os Bolsonaros carregam uma tradição de desprezo pelo caráter constitucional da democracia, os lulistas revelaram sua natureza autoritária óbvia: "Vote em Lula, vida ou morte!". O exército de Lula foi uma milícia. Uma forma de assédio moral. Tendo vencido Flávio ou Lula, a única diferença é o tipo de degradação do país. Essa degradação se dá pela miséria moral dos nossos líderes, materializada na delinquência da cultura política e no descuido com a sociedade. Se Flávio tiver vencido, haverá uma mudança de guarda nas gangues de Brasília. Se o Lula for para o quarto mandato, o PT aprofundará ainda mais seus tentáculos no poder corrompido do país. Diante de um candidato com ares de perdido, obrigado a viver num mundo de adultos, permeado por escândalos, com histórico de vínculo com a milícia carioca e cercado por uma turba de furiosos nada inteligentes, ou, por outro lado, de um candidato e seu partido-gangue, que tem mantido o país sob sua tutela corrompida há quase 20 anos, as lágrimas deveriam ser a resposta mais justa para o funeral do Brasil que está diante de nossos olhos. Falar em reeleger Lula depois de tantos anos é recusar ver como qualquer candidato ou partido no poder, por tanto tempo, terá necessariamente aparelhado a máquina do Estado quase ao ponto de não retorno. Num país corrupto como o Brasil, reeleição é incentivo à corrupção. O estrago que o PT terá feito, em mais quatro anos de poder federal, será gigantesco. Lula enlouqueceu para se manter no poder, não apenas vendendo sua alma ao Diabo, mas entregando a alma do país ao anjo caído. Mas seu surto de que uma vitória de Flávio levaria o Brasil de volta a 1964 ganhou o Oscar de ridículo. Por outro lado, imaginar que a vitória de Flávio tiraria o país das malhas da corrupção sistêmica é humilhante e sinal de inteligência mínima. Se os Bolsonaros flertaram com a intentona cafona de um golpe militar em 2022 e 2023, o PT pretende destruir a democracia através de seus equipamentos culturais e educacionais dispersos pela malha social, além da própria máquina colonizada do Estado. Qualquer voz contrária ao PT correrá o risco de perder seu espaço a cada minuto. O projeto autoritário do PT é muito mais sofisticado do que o dos Bolsonaros. Apontando o risco real de o mais corrupto dos Bolsonaros vir a ganhar as eleições, carregando consigo sua tradição de desprezo pela constitucionalidade do regime democrático, os petistas de todos os matizes da sociedade fingiram não perceber que o PT é um partido em busca da eternidade. Essas eleições indicam duas questões importantes para a esquerda e para a direita. Para a esquerda, que a era Lula acabou, e não o Brasil, como ele disse no debate da Band. Para a direita, está posto o desafio: se ela conseguirá ou não superar o trauma paralisante do bolsonarismo como o ocaso da sua racionalidade. Independente de quem terá vencido essas eleições, o Judiciário continuará perdido. Ministros do Supremo Tribunal Federal continuarão a trabalhar por seus políticos de estimação. Magistrados continuarão a destruir vidas, patrimônios e carreiras, ao sabor do seu gosto ideológico ou dos seus interesses pecuniários. Porque quando uma democracia perde a imparcialidade do Judiciário, ela já perdeu tudo. Só iludidos não sabem disso. A ideia de que Lula salvaria a democracia em 2022 do outro desvairado Bolsonaro, o pai, revelou-se uma farsa. O que o Lula, e o PT, queriam mesmo era avançar na sua formação de uma gangue federal plena. Se ele tiver levado essa eleição para casa, o PT continuará na sua marcha para a barbárie, sob as palmas dos intelectuais e jornalistas vendidos. Muitas são as formas de escolher a estupidez como modo de vida. As eleições têm se tornado um dos momentos em que revelamos nossa vocação para a estupidez de forma mais clara. E a democracia liberal, tal como a conhecemos, poderá ser vítima, justamente, do seu modo de estabelecer sua soberania, via competição por votos, como dizia o economista austríaco Joseph Schumpeter. Nada indica que haverá melhora significativa no procedimento dos candidatos e eleitores nas próximas eleições. Existem indícios sutis de que uma sociedade se perdeu. Um deles é a falta de educação doméstica. O Brasil, e seus poderosos da República, perderam a vergonha na cara e passaram a comer de boca aberta. O país optou pela lama e pela barbárie. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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