A espetaculariza��o do futebol brasileiro

A espetaculariza��o do futebol brasileiro

No meio de semana, vários jogos da Libertadores e da Copa Sul-americana foram decididos nos detalhes, nos finais das partidas ou nas cobranças de pênaltis. Em instantes, tudo se transforma. Os treinadores, os times e os jogadores são mais analisados pelos resultados que pelos desempenhos. Se Memphis não tivesse perdido o pênalti no final do jogo contra o Estudiantes, o Corinthians poderia ter se classificado nos pênaltis. Dirão que o "se" não joga; mas ensina. O Corinthians, novamente, atuou muito mal, sem troca de passes. Onde está o dinizismo? O Estudiantes vai enfrentar o Flamengo, que, mesmo em casa e com dois gols de vantagem, correu grande risco de perder por 2 x 0 e deixar o jogo ir para os pênaltis. O time jogou mal as duas partidas contra a equipe equatoriana. Discordo da preferência do técnico Leonardo Jardim por Pulgar, que sempre está presente. Ele é bom jogador, marca muito, mas prefiro a dupla de meio-campo com Jorginho e Paquetá, além de Arrascaeta. Jorginho sempre foi um dos grandes do futebol italiano e mundial, atuando um pouco mais recuado, marcando e iniciando as jogadas com ótimos passes. O Palmeiras se classificou nos pênaltis contra a LDU, também do Equador. Não gostei da estratégia usada pelo técnico Abel de marcar mais atrás com uma linha de cinco defensores e outra de quatro. Flaco López ficou isolado no ataque. O time não teve o domínio da bola nem realizou contra-ataque. O Palmeiras vai enfrentar o Fluminense, que se classificou contra o Platense graças às ótimas atuações de Martinelli, Canobbio e, principalmente Fábio. O gol da classificação foi nos últimos minutos de jogo. A dupla de treinadores do Flu, formada por Marcão e Thiago Silva, vai muito bem. Na Copa Sul-americana, o Atlético-MG, com um gol nos últimos minutos e depois na cobrança de pênaltis, venceu o Santos por 4 x 2 e vai enfrentar o Montevideo City Torque. O Galo melhorou muito após a Copa do Mundo. O treinador Eduardo Dominguez, chamado de Barba, alto, magro e com seu cavanhaque branco, está cada dia mais parecido com Dom Quixote, meu ídolo, o homem dos sonhos impossíveis, eterno personagem de Miguel Cervantes,. Atlético-MG e Vasco continuam presentes na Copa Sul-americana e na Copa do Brasil, além do Brasileirão. Os treinadores do Galo e do Vasco terão dificuldades para escalar as equipes na três competições. Terão de ter coragem, arriscar, desde que os jogadores estejam em boas condições físicas.A nítida superioridade das equipes brasileiras na América do Sul, mesmo com alguns resultados ruins, ocorre mais pela fragilidade dos adversários que pela grande qualidade dos times do Brasil. Os melhores jogadores de outros países sul-americanos estão na Europa e os logo abaixo atuam no futebol brasileiro. Preocupa-me o grande número de contratações de atletas de outros países, pois isso prejudica a formação, a escalação e a evolução técnica dos jovens de nossas equipes. O futebol brasileiro, mesmo com muitas deficiências dentro e fora de campo, vive uma espetacularização com a presença maciça de investidores, especialmente das Bets, que fazem mal à saúde física, mental e financeira. Aumentou bastante o número de endividados no país. Enquanto isso, o Brasil arde e se corrompe em suas entranhas. Colunas Receba no seu email uma seleção de colunas da Folha LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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