3M fecha acordo de US$ 7,35 bilh�es por danos a sa�de ligados a 'qu�micos eternos'

3M fecha acordo de US$ 7,35 bilh�es por danos a sa�de ligados a 'qu�micos eternos'

Washington |AFP O conglomerado americano 3M se comprometeu a pagar US$ 7,35 bilhões (R$ 40,28 bilhões) para encerrar ações por danos à saúde relacionados a substâncias conhecidas como "químicos eternos", presentes em espumas de combate a incêndios que a empresa fabricava. O acordo foi anunciado nesta terça-feira (3). As substâncias, também conhecidas pela sigla PFAS, foram associadas a doenças graves, incluindo câncer. Elas são chamadas de químicos eternos porque permanecem no meio ambiente mesmo depois de cumprirem sua função. 3M pagará US$ 7,35 bilhões por danos ligados a PFAS - Nicholas Pfosi - 03.nov.26/Reuters O acordo abrange "aproximadamente 99%" das ações reunidas em um processo apresentado a um tribunal da Carolina do Sul, que envolve mais de 100 mil autores, informou a 3M. A empresa fará os pagamentos ao longo de nove anos, começando com US$ 50 milhões (R$ 273,9 milhões) em 2026. Não haverá desembolso no ano seguinte, e 20% do valor total será pago nos dois últimos anos do acordo, acrescentou a companhia. "Este acordo representa um marco importante para a 3M e reduz substancialmente as incertezas relacionadas aos processos judiciais", afirmou William Brown, presidente do conselho e diretor-presidente da empresa, em comunicado. O novo acordo ocorre após outro, aprovado por um tribunal americano em 2024, que prevê o pagamento de até US$ 12,5 bilhões (R$ 68,5 bilhões) pela 3M. Os recursos seriam destinados a empresas públicas de abastecimento de água para financiar ações de descontaminação e monitoramento de PFAS. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões A 3M anunciou que deixaria de fabricar PFAS até o fim de 2025. A empresa afirma ter cumprido a meta e diz que está investindo em tecnologias de tratamento para áreas onde produziu as substâncias. A companhia acrescentou, porém, que o acordo anunciado nesta terça-feira (3) "não representa uma admissão de responsabilidade". Também afirmou estar preparada para se defender na Justiça caso determinadas condições estabelecidas no acordo não sejam cumpridas. A 3M enfrenta ações judiciais relacionadas à poluição por PFAS em vários países. Em maio, a Austrália anunciou um processo de US$ 1,43 bilhão (R$ 7,84 bilhões) por contaminação de bases militares associada ao uso de espumas de combate a incêndios. Na Bélgica, autores de uma ação também pedem cerca de US$ 35 milhões (R$ 191,8 milhões) em indenizações por uma contaminação que, segundo eles, teve origem em uma fábrica da 3M em Zwijndrecht.

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